terça-feira, 15 de abril de 2014

STOYA !

Prepare-se para conhecer mais uma personagem completamente fora dos padrões normais. Em outras palavras, incrível.
STOYA é uma americana filha de mãe Sérvia e pai Escocês. Sim, parece ser uma mistura perfeita. E é. 27 anos, 1 metro e 70 de altura, essa viciada em tecnologia formou-se no high school antes de completar 16 anos de idade.
Com essa cara linda e exótica, foi logo notada naquele metiê que envolve modelo, manequim, tv celebrity... you know...

A surpresa começa quando se descobre que Stoya é uma atriz pornô. Não fosse o preconceito e desinformação quanto à profissão que ela exerce, estaríamos falando de uma garota cheia de quesitos admiráveis... e só.
fotos da atriz
Ela não se encaixa de forma nenhuma no estereótipo de atrizes pornô que você conhece. Branca-pálida, peitinhos pequenos, magreza musculosa, cara limpa. Nada de bunda e coxas de panicat ou cara de atrizinha com muito espaço vazio entre as orelhas. Uma das coisas mais interessantes em sua vida é o fato de ter recusado várias vezes ofertas para que colocasse tetas de silicone. É uma mulher linda. Pra dizer pouco.
 
Considerada símbolo do alt-porn, tem esse ar misterioso e geek/cult e gosto por cabelos coloridos. 
 
Pratica lira circense, o que faz dela um modelo perfeita de artista em expressão corporal
 
Colunista da VICE, é super ativa no twitter, myspace, e tem um tumblr em que escreve uma espécie de diário sobre sua vida dentro e fora dos sets de filmagem, com uma naturalidade e linguagem de uma garota totalmente "comum". Isso embora tenha cultura, leitura e conhecimento geral que poucas patricinhas rebocadas possuem. E, certamente, nenhuma bombada de reality show. Essas sim, merecedoras de um nariz torcido.
 
Já namorou Marilyn Manson, o que quer dizer que, no mínimo, ela deve ser pelo menos um pouquinho perturbada. E como "normal is boring..." Gosto, atitude e lifestyle Heavy Metal. \,,/
 
Já foi pole dancer, ainda menor de idade. Em entrevista à Fanzine, disse que a maneira mais simples de poder frequentar as baladas era dançar: "desde que eu não bebesse, consideravam legal".
 
Ela é inesperadamente meiga e humilde. Quem conversa com ela é conquistado nos primeiros minutos. Pode até levar um susto quando a vir "em ação", tamanha a discrepância do que é para o que atua.
 
Mulher real e possível (sem plástica, cirurgia, botox e boob job), Stoya é aquele tipo de garota que consegue causar erupções nas calças de qualquer um, ainda que vestida de moletom, cabelo preso, ou até lendo um livro. 
Olha que doideira - ela fez a primeira sessão do projeto "Leitura Histérica", onde lê um conto de necrofilia enquanto se masturba. No mínimo interessante. Não conhece o projeto? Bom, primeiro avalie se você dá conta de tanto "libertarismo"... só aí então vá conferir.

Last but not least, ela tem um caso com o atual queridinho dos filmes pornôs James Deen. E é um namoro muito parecido com o que a sua avó considera "normal".
 
Sim, ela faz sexo diante das câmeras por dinheiro. Crime terrível e digno de expiação eterna no sambódromo do capeta. Claro que se isso acontecer, esperamos aqui que haja lugar para todos nós!
 Achou demais?
Ficou com nojinho?
Babou no teclado?
Bom, se pelo menos despertou uma curiosidade de saber mais sobre essa linda figura com uma profissão ainda marginal em pleno século 21, dá uma garimpada na internet. Já vou avisando que vai encontrar cenas beeeeeem diferentes daquelas que as "mulheres normais trabalhadoras que não admitem pornografia e preservam a tradicional família" gostariam de ver.
Mas, quem sabe não começa a entrar um pouquinho de luz no porão escuro que você considera o lar das suas ideias...



música para reflexão: "Porn Star", do Cargo.

terça-feira, 8 de abril de 2014

METAL cats... and their owners...

Opa!
Estará o C'n'R lançando tendências??
Dia desses sapecamos AQUI uma matéria falando dos gatos numa visão mais...como direi...masculina. Nem entramos no mérito do lado heavy, marginal e espiritual desses bichos doidos.
Aí aparece um livro chamado “Metal Cats”, cheio de personalidades hardcore do Metal e seus bichanos de estimação. Feito pela fotógrafa Alexandra Crockett , traz artistas de bandas do naipe de Black Goat, Thrones, Isis, Lightning Swords of Death. Galera casca grossa, aquela com um estilo ooooooooaaaaarrrrrrrgggghhhhh (quem curte entendeu).
E continua engraçado o modo como o gato domina a cena. No velho estilo "o selfie é meu, não teu". Confira:
metal-cats-alexandra-crockett-11

metal-cats-alexandra-crockett-9
metal-cats-alexandra-crockett-3

metal-cats-alexandra-crockett-2

metal-cats-alexandra-crockett-1

metal-cats-alexandra-crockett-7

metal-cats-alexandra-crockett-8

metal-cats-alexandra-crockett-6

metal-cats-alexandra-crockett-10

metal-cats-alexandra-crockett-4

metal-cats-alexandra-crockett-5


música para reflexão: "Cool Cat", do Queen.

sábado, 29 de março de 2014

quem é especial ?

NÓS, do Metal!!!

Nós somos especiais, diferentes dos iguais! Não interessa quem ou como, sempre seremos!!! 

Keep awesome!






música para reflexão: "Heavy Metal Generation", do Iron Kobra

sábado, 22 de março de 2014

O amor e outras drogas . . . a estranha viagem de Arnaldo.

um rockeiro brasileiro com visual de rockeiro... coisa rara para a época
Era uma vez um jovem que recebeu dos deuses um talento extraordinário para compor e tocar vários instrumentos com maestria.
Dos deuses também veio o bom gosto, já que esse jovem era fã dos melhores estilos musicais, do blues ao progressivo. Em plena década de 60, em um brasil que conseguia ser pior do que é hoje, ele já injetava em suas composições acordes e levadas que apenas mestres do outro lado do oceano como Yes e Pink Floyd conseguiam converter em melodia. Isso tudo aliado a algo que (infelizmente) não podia faltar na época, uma coisa meio indefinida chamada "brasilidade".
Arnaldo Baptista sempre foi um extraterrestre. Veio de algum lugar do futuro para um país execrado cheio de músicos medíocres, estilos musicais pífios e personalidades enquadradas. 
Formou os "MUTANTES" com seu irmão Sérgio (também um brilhante músico) e uma linda e talentosa cantora e flautista chamada Rita Lee (que era uma encarnação anterior desta senhora que hoje compõe marchinhas para carnaval e dotada de uma verborragia anacrônica). E essa se tornou a banda mais reconhecida do país até os dias de hoje. 
Provavelmente você ouviu falar muuuuito pouco sobre eles. Mas eles trouxeram pra cá os primeiros acordes do Rock que se espalhou pelo mundo. Guitarras pulsantes, bateria forte e teclado psicodélico. Ainda hoje uma legião de fãs cultua os Mutantes mundo afora - incluindo grandes personalidades do mundo musical. O falecido Kurt Cobain apaixonou-se por Mutantes, Arnaldo e seus trabalhos posteriores (como Patrulha do Espaço e etc.). Tentou desesperadamente contato pessoal com ele quando esteve no brasil, sem sucesso.
Mas... no meio da brilhante estrada desse brilhante artista havia dois grandes vícios: o LSD, e o amor.
Arnaldo caiu de amores, e acabou casando com Rita. Foi um belo romance, cheio de excelentes criações, farto material para a imprensa e os porraloucas da época.
essa era a Rita pela qual Arnaldo se apaixonou... numa dimensão paralela...
O LSD trouxe grande parte da loucura criativa de Arnaldo, mas levou muito de sua destreza musical. Talvez seu caminho fosse se tornar um Syd Barrett brasileiro, quem sabe, não tivesse antes sido atropelado pela tragédia maior: o rompimento com Rita, seu primeiro, único e absoluto amor.
As minúcias da separação são obscuras. Ela nunca topou contar os motivos, nem ele. Mas a consequência foi a viagem de Arnaldo para outra dimensão, outro mundo, outro planeta. Fechou-se em um mundo silencioso de tristeza, amargura e viagens alucinógenas. Rita acabou internando Arnaldo em um hospício. Outras internações se seguiram, até que num certo dia de reveillon, ele se jogou da janela do sexto andar do hospital. 
Arnaldo não morreu. Pelo menos não mais do que já lhe tinha matado o coração estilhaçado.
Recuperou-se parcialmente. Sua mente maravilhosa continuou funcionando, mas dentro de um corpo encarquilhado, que se movia aos tropeços e falava com dificuldade.
Aos poucos foi sendo "trazido de volta" ao mundo "normal". Casou-se novamente, e sua esposa dedicou sua vida a cuidar e curar quem habitava aquela casca. Arnaldo ressurgiu. Voltou a tocar, compor, chegou a fazer shows, não exatamente superando, mas convivendo com suas limitações. O que nunca mudou nele foi sua imensa criatividade, sua genialidade, seu inconformismo com o mundo em que vivia, já que em sua cabeça havia um mundo tão melhor.
é, amigos...o tempo e a vida são cruéis...
Este artigo não exalta o Arnaldo "Rockeiro", embora sua veia pesada esteja lá o tempo todo. Basta ouvir seus álbuns, tanto com bandas quanto solos. Viemos aqui apenas relembrar um pouco do Arnaldo que carrega a essência do verdadeiro "conservado": o inconformismo, a criatividade, a coragem de ser quem você é, mesmo que o mundo à sua volta é que pareça estar em outra vibração.
A música "balada do louco" coloca as coisas com toda clareza. "Mais louco é quem me diz e não é feliz."
Este é o mundo em que vivemos. Loucura e normalidade são ditadas, impostas. Criatividade, genialidade e inconformismo só são aceitos se enquadrados nos conceitos da sociedade. Senão são tratados com tarja preta e relegados a um grande hospício chamado "mundo normal".
Tente assistir ao documentário "Loki: Arnaldo Baptista". É o "The Wall" brasileiro. Os menos "caretas" (na linguagem dele) vão se identificar, e se emocionar com os percalços na vida de um grande artista que virou vítima da maldição humana: drogas que não trazem respostas, amores que não são eternos, olhares e críticas que acabam lhe convencendo de que o errado é, e sempre será, o que se destaca, o que brilha.
A quem interessar possa, Arnaldo continua vivo e sua mente ativa. Vai relançar toda sua obra, além de um novo álbum onde fala um pouco do planeta em que vive: vegetarianismo, mundos exteriores, seres de luz, tudo também retratado em suas pinturas, num estilo que chama de "exorrealista". 

Uma longa e criativa vida ao Arnaldo e a todos os "insanos" que insistem em viver fora deste planetinha horrível, sem fazer mal a ninguém...

lembrança de quando fomos felizes...



música para reflexão: Toda a obra de Arnaldo Baptista.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Exorcismo... aliás... Endorcismo !

A "KISS FM" é uma das melhores rádios de ROCK que já existiram no Brasil. Um orgulho da pátria Rockeira.

Agora ela nos traz uma lição de espiritualidade. Um guia prático de como tirar influências malignas das mentes atrofiadas. Confira!





\,,/

quinta-feira, 13 de março de 2014

Cliff... ainda insubstituível...

É incrível que já faz tanto tempo que estamos sem CLIFF BURTON!!!

No dia 27 de setembro de 1986, um trágico acidente de ônibus encerrava a carreira de um dos mais enigmáticos, carismáticos e talentosos músicos que o heavy metal conheceu. Clifford Lee Burton entrou para o Metallica no final de 1982 e sua curta jornada na banda rendeu alguns dos maiores clássicos da história do heavy metal. Coincidência ou não, os 3 discos gravados com Cliff são até hoje considerados a fase áurea da banda. Muito provavelmente o músico mais virtuoso e inventivo que já passou pelo quarteto da Bay Area, sua presença na banda e suas linhas de baixo únicas permitiram a construção de harmonias, riffs de guitarra e melodias que dificilmente poderiam ser imaginadas sem ele. Fã confesso de Lemmy Kilmister e de seu estilo de tocar, Cliff também era conhecido por ser um sujeito absolutamente eclético, capaz de apreciar coisas tão diversas quanto Motörhead, Bach e R.E.M. Sua imagem foi e sempre será sinônimo de heavy metal em sua essência mais pura. (por Ronaldo Costa)

Mais do que isso, Cliff era um conciliador, daqueles que se davam bem com todas as "gangues" e grupos (aquela época era um grupinho pra lá, outro pra cá...). Circulava pela galera do couro e tachas com seus jeans boca-de-sino rasgados e cabelão riponga. Porralouca, sorridente e espirituoso, era uma figura respeitadíssima, mas sem estrelismos nem afetações. Algo cada vez mais raro hoje em dia...

Não sei vocês, mas a vaga do baixo no Metallica sempre parece estar "provisoriamente" ocupada. Trujillo é um cara legal, toca direitinho, mas sempre me passa a impressão de que é de alguma banda de rap latina que está fazendo uma ponta. Just doesn't fit. Você vê Mr. Hetfield e Hammet - a química está lá (e olha que Kirk substituiu o famigerado Mustaine!). Mas fica só ali, com o baixista lá na outra ponta do palco fazendo aquelas caretas neandertalescas ou "caminhando" curvado como um orangotango.



A postura, o visual, o whiplash incessante e a total absorção de Cliff no que estava sendo tocado chamavam a atenção. Era uma peça não apenas importante, mas fundamental, da maior banda de Thrash Metal da história.

Faz falta...



música para reflexão: Qualquer uma da fase áurea do Metallica (fase áurea = Cliff Burton)




\,,/