segunda-feira, 9 de março de 2015

METALLICA canta a bíblia. . .


Caaaaaalma, irmãos e irmãs!!! O poderoso METALLICA não deu uma de xuxa e bandeou pros lados dos pastores. Nem tá cobrando o dízimo - podem soltar o fôlego!
Sim, Jimmy continua fiel aos seus princípios (e tattoos) cristãos, do jeito dele. O que não faz a mínima diferença, desde que continue berrando e destruindo sua guitarra nos tons que nos provocam orgasmos auditivos...
Vamos falar aqui de uma música que 110% dos fãs da banda conhecem, 99% amam... mas nem metade sabe o que realmente significa. O petardo em questão - sem dúvida uma das minhas top 10 - é "CREEPING DEATH", lançada no acachapante álbum RIDE THE LIGHTNING, no belo ano de 1984.


Numa roda de boteco, alguns fedelhos recém-chegados no Metal (ou seja, com menos de 10 anos de barulho) ficaram comatosos ao descobrirem que essa verdadeira obra-prima do Thrash fala de uma... passagem bíblica! É... essa letra fala do que tá escrito no capítulo 12 do livro do ÊXODO, no hardcore Velho Testamento. Esse livro nos traz aquele "deus" das mais sombrias histórias de terror - mau, violento, sanguinário, vingativo. Nessa passagem, putão porque o faraó não queria libertar seu povo hebreu, o todo-poderoso manda todo mundo que acreditava nele se trancar em casa, lambuzar a porta com sangue de cordeiro e ficar na encolha - porque ele viria trucidar todos os primogênitos do Egito - incluindo o do próprio faraó. Sim... god passou o cerol nas pobres criancinhas egípcias pra se vingar do cara que não queria que seu povo escolhido (não sei se você já sabe, mas nem todo mundo é "escolhido de deus"...) fosse pra outro canto. (Êxodo, 12:29).
Se adiantou? E como! Dia seguinte o faraó (todo cagado de medo) chamou Moisés (que tinha armado a coisa toda com deus) e mandou ele levar a cambada embora de lá urgente!! Angry God wins - fatality !!!

Historinhas à parte - poucas fábulas dariam um tema de Metal insano como essa - e a galera do Alcoholica colocou tudo em versos - e potência sonora extrema!!! 

Sabia dessa não? Mais uma que você aprende aqui, seu néscio da palavra sagrada!!! Na verdade, seja você crente ou não, a Bíblia é um tremendo livro de histórias de terror, guerra e muito gore! Se isso lhe agrada, leia, infiel!!

Eis aqui então essa joia da coroa do Heavy Metal. Da próxima vez que você ouvir, lembre-se do infanticídio vindo de cima... e tente não deixar Angry God puto de novo... porque pode sobrar para os seus... 

Taí pra você cantar junto:


Slaves
Hebrews born to serve, to the pharaoh

Heed

To his every word, live in fear

Faith
Of the unknown one, the deliverer
Wait
Something must be done, four hundred years

So let it be written

So let it be done

I'm sent here by the chosen one

So let it be written
So let it be done
To kill the first born pharaoh son
I'm creeping death

Now

Let my people go, land of goshen

Go

I will be with thee, bush of fire
Blood
Running red and strong, down the nile
Plague
Darkness three days long, hail to fire

So let it be written

So let it be done

I'm sent here by the chosen one

So let it be written
So let it be done
To kill the first born pharaoh son
I'm creeping death

Die by my hand

I creep across the land

Killing first born man

Die by my hand
I creep across the land
Killing first born man
I
Rule the midnight air the destroyer
Born
I shall soon be there, deadly mass
I
Creep the steps and flood final darkness
Blood
Lambs blood painted door, I shall pass

So let it be written

So let it be done

I'm sent here by the chosen one

So let it be written
So let it be done
To kill the first born pharaoh son
I'm creeping death





quinta-feira, 5 de março de 2015

chorando no casamento. . .


Essa é verídica e me aconteceu recentemente. 
Não tenho nada contra o casamento. Mas odeio a tal "cerimônia". Um ritual anacrônico e sem sentido, onde gastam os tubos para que a sociedade "presencie a união". Todo mundo acha que sua cerimônia vai ser a melhor e mais original (no, it will not)... e que a festa vai ser a mais fodona (depois o povo sai reclamando que a cerva tava quente e o rango frio...).
Por isso evito ao máxxxxximo comparecer a essas situações constrangedoras e xaropes - e inclua aí meu asco por "roupas sociais"... bleargh!
Mãããs... às vezes é inevitável. Convenções sociais, interesses profissionais, you name it. Tem uma hora que não dá pra escapar - e esta é sobre esse momento que começou degradante, mas terminou sendo uma das melhores gargalhadas da minha longa vida.
e viva a noiva!
Senão vejamos...
Depois de toda a chatice, o calor e o burburinho dentro da igreja, decorada a preços draconianos cobrados pela cúria, começam as musiquinhas xaropes e aquele povo estranho começa a desfilar pela passarela do mico. Velhotes com ternos alugados, velhotas maquiadas como prostitutas aposentadas, uma ou outra mulher com vestido de piriguete, aqueles aborrecentes que foram enfiados a fórceps em trajes sociais - the works.
Eis que então entra a noiva. Embrulhada naquele vestido branco que nunca se sabe se é o mesmo de todos os outros casamentos na Terra ou não, ela vem de passinho em passinho ao som de uma música muito bonita, cantada pelo vozeirão do veterano Chris Isaak. Tudo estaria de acordo com a convenção social, não fosse um detalhe... A LETRA DA MÚSICA!
Bom... ninguém havia reparado no título: "Wicked Game" - algo como Jogo Perverso, maldoso, malvado.

Tomei a liberdade de traduzir a bagaça (o que raramente fazemos aqui) - só para que todos possam rir igualmente - mesmo aqueles que, como os noivos, não possuem a mais remota ideia do que estão cantando ou escutando:

O mundo estava em chamas e
ninguém podia me salvar, a não ser você
É estranho o que o desejo faz as pessoas estúpidas fazerem
Eu nunca sonhei que conheceria alguém como você
eu nunca sonhei que perderia alguém como você

Não, eu não quero me apaixonar
(essa garota vai quebrar seu coração)
Não, eu não quero me apaixonar
(essa garota vai quebrar seu coração)
Por você

Que jogo perverso de se jogar...
que me faz sentir desse jeito
Que coisa perversa isso 
me fazer sonhar com você
Que coisa perversa pra se dizer:
que você nunca se sentiu assim
Que coisa maldosa de se fazer
que eu sonhe com você

E eu não quero me apaixonar
(essa garota vai quebrar seu coração)
Não, eu não quero me apaixonar
(essa garota vai quebrar seu coração)
Por você

Não, eu
Ninguém ama ninguém


Resumindo - quando os pombos foram escolher a fatídica música com a qual a envergonhada noiva adentraria o recinto sagrado, acharam essa bonitinha e mandaram bala. Não pediram pra um abençoado que soubesse o mínimo de Inglês traduzir, pra descobrirem que a música fala de DECEPÇÃO AMOROSA, CORAÇÃO PARTIDO, CONFUNDIR TESÃO COM AMOR...etc...

Porra gente - a última frase da música é "NOBODY LOVES NO ONE"!!! Wot da fuck?!?

Daí o título. Enquanto a noiva, segurando aquele choro nervoso pra não borrar a maquiagem, desfilava constrangedoramente pela passarela rumo ao seu escolhido, eu ia percebendo aqui e ali um risinho, e a menina do meu lado cantando a música e chorando. Chorei também. Cada vez que ouvia o refrão "EU NÃO QUERO ME APAIXONAR POR VOCÊ", "ESSA GAROTA VAI QUEBRAR SEU CORAÇÃO", chorava engolindo a gargalhada. Até o momento em que - precisamente cronometrado - a coitada chega perante o noivo e se ouve o último verso: NINGUÉM AMA NINGUÉM.........(pera um pouco que só de lembrar as lágrimas escorrem...)

Então - se nunca ajudamos você em nada, que fique pelo menos esta dica: CUIDADO COM A TRILHA SONORA DO SEU CASÓRIO (funerais também merecem atenção redobrada...) e, na dúvida, vai no óbvio mesmo - as musiquinhas manjadas que tocam em todos os outros. Às vezes querer inventar pode ser catastrófico...

Finalizo este causo deixando vocês com uma versão muito boa dessa música (que, repito, é muito bonita). Aqui interpretada pelo STONE SOUR, e com a letra original para você não achar que eu tô inventando... e aos noivos, a felicidade que ambos merecerem...





terça-feira, 3 de março de 2015

sábado, 21 de fevereiro de 2015

AO VIVO é mais gostoso sempre!!!

Você, nosso/a diletíssimo/a leitor, sabe que sempre lemos as besteiras que vocês escrevem (assim como vocês leem as nossas...). E, embora a gente sempre confira suas sugestões, nem sempre dá vontade de atender... 
MÃS... um dos pedidos mais insistentes é o infame "sugestões de bons discos" - e isso é algo que não podemos negar. Principalmente no caso dos mais jovens, que anseiam pela sabedoria rockeira vinda de anciões que já percorreram mais da metade do caminho desta existência pesada.
Em assim sendo, faremos o seguinte. NADA DE MELHOR COISA NENHUMA - porque isso vai de cada um, e se eu publicar algo que outro editor não goste, a porrada come. 
Vamos dar alguns exemplos - isso sim - de ÁLBUNS ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIOS para que você possa se considerar um aspirante a neófito da Sagrada Senda do ROCK. 

Nesta primeira leva, somente álbuns AO VIVO. O motivo é o seguinte - nos "Live albuns" geralmente as bandas escolhem as melhores faixas pra tocar - e tocam de um modo mais pessoal, menos "engessado", como tem que ser nos estúdios. Mais autêntico, mais selecionado - consequentemente o melhor para exibir.

Pode concordar ou não. Sugerir mais uma tonelada de outros álbuns. Reclamar, espernear, ranger os dentes. MAS JAMAIS DIZER QUE ESSES AÍ EMBAIXO NÃO SÃO IMPRESCINDÍVEIS!!!

Confira aê:


RUSH - EXIT...STAGE LEFT


Lançado em 1981 e contendo - na época - 2 LPs, esse pode seguramente concorrer ao melhor álbum da melhor banda de todos os tempos. Antes da fase "eletrônica", que afastou muitos pseudo-fãs, Alex Lifeson, Neil Peart e Geddy Lee brindaram o mundo com versões ao vivo de alguns de seus maiores hits. Usando o que havia à disposição na época, levaram ao palco tecnologia avançada de luz e som - e destruíram com performances absurdas. Lee tocando ao vivo o baixo, os teclados, cantando. Peart praticamente escondido atrás da maior bateria já vista até então. E Lifeson indo do violão acústico ao double neck com maestria. Tudo irretocável. Perfeito. Sensacional.
O público do RUSH sempre foi muito fiel e diferenciado. E o motivo pode ser facilmente percebido nesse ao vivo. Tudo é tão bem executado, cada nota tão perfeitamente colocada. E, mesmo assim, a energia  flui e a cabeça bate no ar. A voz peculiar de Geddy faz cantar junto. A bateria de Peart hipnotiza e faz pensar seriamente em sua divindade. E os riffs e solos de Lifeson dão o toque pesado e intrincado que caracteriza esse bolachão.
Há mais de 30 anos, tocar ao vivo músicas elaboradas com muitos instrumentos diferentes, vários takes de estúdio e uma elaboração inacreditável mostrou ao mundo o que o mundo já sabia: eles fazem o que quiserem ao vivo... e ninguém supera o RUSH em técnica e execução. Ponto.

DESTAQUES: Absolutamente tudo, da introdução ao grand finale. Mas a percussão do Mestre Peart em "Xanadu" derruba a mandíbula.


MOTÖRHEAD - NO SLEEP 'TIL HAMMERSMITH


Também lançado em 1981 (como foi bom estar vivo nesse ano!), deus Lemmy e seus comparsas Philty Animal Taylor e Fast Eddie Clark introduziram o conceito de massacrar os ouvidos das audiências. Até então não se conhecia tamanho volume e brutalidade sonora como o que foi derramado pelo trio.
Uma mixagem fraca, edição pobre em termos de refinamento - ingredientes essenciais para quem, à época, achava que não existia nada mais pesado que Judas ou Purple.
O baixo treme-terra, a guitarra insana e uma quase inédita bateria de dois bumbos serviam de fundo para Lemmy arrotar as letras sem a mínima consideração com a sensibilidade auditiva da platéia. As melhores faixas até então estão presentes, e uma vem atrás da outra quase sem intervalo.
Embora a atual formação seja - talvez - a melhor de todos os tempos, "Hammersmith" foi o auge do barulho maravilhoso. Quem tinha a satisfação de adquirir o LP não acreditava no que ouvia. E certamente esse álbum foi fundamental para o Motör estar onde está hoje - no panteão dos deuses do Metal. Forever!

DESTAQUES: "(We are) The Road Crew" é um tapão no pé do ouvido. 



JUDAS PRIEST - UNLEASHED IN THE EAST


Sempre penso como seria se esse álbum tivesse sido feito com os recursos de hoje. O petardo veio à luz no longínquo ano de 1979. Exato, amiguinhos e amiguinhas, quando muitos de vocês ainda discutiam como queriam encarnar.
Esse álbum saiu em vários países com vários nomes. Os fãs conhecem como "Live in Japan", ou whatever, e o fato é que TODAS as músicas são primorosas. o metal god Halford, as guitarras gêmeas de K.K. e Tipton, o baixo infalível de Ian Hill, e o meteórico baterista Les Binks trouxeram para os nossos ouvidos pouco mais de 1 hora do que viria a ser conhecido como autêntico HEAVY METAL!
Muitos que conheciam os discos de estúdio se questionavam... "será que Rob consegue reproduzir tudo isso ao vivo?" A resposta é um sonoro NÃO. Ele não reproduz - ELE SUPERA! Atrevo-me a dizer que todas as faixas são melhores nesse álbum do que em suas versões originais. Halford está possuído, sua voz simplesmente não falha. As oitavas vão sendo superadas, os graves viram agudos, e até músicas sem grande apelo pesado como "Diamonds and Rust e "Victim of Changes" viram petardos niquelados ao vivo. Tudo marinado nas guitarras absurdas de K.K. e Glenn. Não tem enrolação, o falatório é pouco, e se alguém conseguiu ouvir sentado e imóvel, certamente foi sepultado pouco tempo depois.

DESTAQUES: Muito, muito difícil apontar um ou outro. Mas "Green Manalishi" estoura os woofers, e "Tyrant" mostra porque Halford era considerado na época o melhor vocal do Rock Pesado.



AC/DC - IF YOU WANT BLOOD... YOU'VE GOT IT


"Quem  você prefere? Bon Scott ou Brian Johnson?" Perguntinha cacete que não merece resposta. Mas este álbum está aqui por um motivo - a atuação sensacional de seu então frontman, o falecido Bon Scott.
Voltamos um pouco mais no tempo e estamos em 1978. O AC/DC não é nem de longe o sucesso estratosférico que é hoje. Não é modinha nas camisetas de roqueirinhas de boutique. É uma banda de gênero ainda indefinido, lá do cu do planeta, que tem uma característica peculiar: tocar com autenticidade e garra.
"If you want blood" é tudo isso e muito mais. Talvez um dos álbuns que mais passe a sensação de estar no show, tomando várias e ouvindo bem ao lado da caixa de som. Parece até ter sido feito em um take só, sem edição ou mixagem. Tudo flui gostoso, naturalmente, como num verdadeiro show de verdadeiro Rock'n'Roll. A voz bêbada de Bon vai do boogie ao quase metal. Angus Young está chegando ao auge de seu talento. Seu irmão Malcolm segura a base incrível com Cliff Williams e Phil Rudd. Vem daí a tradição de shows matadores do AC/DC, já que tudo é tão bem azeitado que parece ser exatamente assim no estúdio. Claro que a banda tem oficiais e bootlegs excelentes ao vivo. Mas este álbum foi meio que um aviso ao mundo do que a Austrália estava gerando - e que em breve iria tomar de assalto o cenário do Rock Pesadíssimo. E foi o que aconteceu!

DESTAQUES: "Bad Boy Boogie" e "The Jack" mostram bem a característica dessa gangue. Transformar qualquer ritmo em motivo pra chacoalhar o cabeção. Peso sempre.


QUEEN - LIVE KILLERS


Deixa eu confessar uma coisa. Minha primeira paixão em termos de Rock foi o Queen. E durou até o famigerado "The Game". Depois daí não consegui mais ouvir a chatice eletrônica, meio disco, meio sei-la-o-quê, que veio a seguir (com poucas exceções).
Mas todos os motivos para essa paixão estão presentes nesse que eu considero um dos melhores álbuns ao vivo já feitos no mundo do Rock. Uma das bandas mais competentes e redondas que já existiram no auge da performance. John Deacon infalível no baixo. Roger Taylor competente na bateria e extraordinário no vocal. Brian May, na minha opinião um dos melhores (e mais subvalorizados) guitarristas de todos os tempos, e a estrela Freddie Mercury, digno de todos os elogios.
Também lançado em 1979, o orgasmo começa com a embalagem. Dois LPs em uma capa dupla repleta de fotos sensacionais dos shows. Considerando que raríssimos seres que habitavam este paisinho de bosta tinham a condição sequer de comprar uma revista de Rock importada - que dizer de assistir um show ao vivo - imaginem só ouvir as músicas vendo aqueles pequenos momentos em foto.
Alternando momentos de puro Hard Rock com mela-cuecas que ficaram mundialmente conhecidas (sim, falo de "Love of my Life"), o quarteto conseguiu preencher exatos 90 minutos e 08 segundos de Rock and Roll da melhor - e coloca melhor nisso - qualidade.
Os bobocas que só conheceram o Queen mais atual (justamente a fase xarope), e não se aventuraram em conhecer de onde essa que é uma das melhores bandas do Rock realmente veio, ficarão meio tensos com tanta pauleira e tanta energia.
Surpreendente, Roger Taylor segura um backing vocal impressionante. E canta com a voz rasgada, arrebentando em "I'm in love with my car". Músicas excelentes que hoje poucos conhecem, como '39 (com May nos vocais), "Brighton Rock", "Let me Entertain You", e delicadezas sonoras como "Dreamers Ball", "You're my Best Friend" e "Spread Your Wings" mostram que os caras sabiam fazer absolutamente de tudo, e que qualquer headbanger sairia de um show desses sem ter o que falar de mal. Principalmente depois de ouvir o que o Brian faz nas cordas (usando uma moedinha como palheta). E a bateria bombardeira de Roger Taylor, que carrega todo o peso das músicas. Just genius.

DESTAQUES: A versão Hard de "We Will Rock You", um dos melhores exemplos de faixa de introdução que incendeia o show. E realmente "rocka" todo mundo!



Vão se divertindo, correndo atrás dessas preciosidades - que eu vou preparando mais sugestões para o futuro. Uma lição que vocês certamente vão tirar é - "Ah, agora eu entendo como esses caras curtem ROCK há tanto tempo..." SIM, é exatamente porque o bom Rock'n'Roll já é feito há um bom tempo. E somos privilegiados por termos vivido tudo isso. Fazer o quê..........

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

DETOX !!!

Mesmo que você não seja do tipo energúmeno multicitado no último post, é sempre bom explodir os tímpanos ao som do que realmente faz bem à alma do TRUE Rocker (posers, just drop dead!)

Então vai lá - soca o volume no 11 e bata seu cabeção no ar! Tem Metal da melhor qualidade aê! Cortesia do nosso imortal godfather..............the man himself!





Bang that fucking head you crazy bastard!!! 


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

mooooostra a tua cara, folião!

É isso, minha gente!

Esse negócio de reclamar de governo, corrupção, ser assaltado, sequestrado, lesado pelos impostos, esse lance de fingir que é civilizado e vive no primeiro mundo dá uma canseira danada...

Por isso existem esses dias maravilhosos, onde a gente pode esquecer de fazer pose, criar tipo, publicar fotinhas comportadas e elegantes na internet, e dar uma descansada nessa história de se passar por "roqueirinho".

É hora de cuíca, fantasia, muita birita, todas as drogas conhecidas e desconhecidas, sexo sem compromisso (e camisinha)... SIM, É CARNAVAL!!!!

Relaxa desse lance de usar camiseta de banda, postar críticas ao desgoverno teocrático petista, deixa pra lá a compostura e a civilidade. Chama aquela rodinha de "amigos" inúteis, improvisa um "adereço", e vai pra avenida!!! Larga o marido, a esposa, as crianças, e vai pra avenida pegar a primeira criatura bêbada, drogada e inconsciente que aparecer!!! Lê-lê-lê...ô-ô-ô !!!

Afinal, depois você vai ter que recobrar aquela enfadonha postura de pessoa "direita", "consciente", politicamente ativa na sociedade, aquele ser hipócrita e ridículo que forma a grande parte desta terra de ninguém. E - sacrilégio dos sacrilégios - voltar a fingir que é do Rock (não, hoje eu tô aqui no "vai quem quer", mas na verdade eu sou thrash metal de coração...)

E - seja feliz - porque a sua vida vai continuar uma merda no resto do ano!! Sua vida e este grandioso país, que tem os líderes, o povo - e a festa - que merece!! 

é hora de fazer novos amigos...
trocar aquela camiseta de Rock por um belo abadá...
sabendo que, enquanto você banca o ridículo, os trouxas de quem você fala tanto mal vão estar cuidando da segurança dessa sua vidinha inútil...
hora ideal para procriar... encher esta nação de mais crianças perdidas de pais desconhecidos e mães chapadas...
sem esquecer dos seus "verdadeiros amigos"!



música para reflexão: aquele trecho de "Perfeição", do Legião, que inspirou este texto:

"Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais..."

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

...e você continua se achando do Rock'n'Roll... shit!

Oooooo.....vejam como nós somos estilosos! É o RoqueErrou!
Não entendeu? Eu repito:
Você NÃO é do Rock'n'Roll. E por um dos motivos a seguir. Tente colocar isso na sua cabecinha quadrada.

Você não escolhe curtir Rock. Você é escolhido por ele. 
Um belo dia, no ambiente menos provável, você vai ouvir aquele acorde, aquela batida, aquele grito - e vai saber que quer ouvir aquilo para o resto da sua vida. 
E o Rock é exclusivista. Um estilo musical ciumento, possessivo. Embora admita certas liberdades, como música clássica, sub (e super)gêneros honrosos, como o Jazz e o Blues, o "ecletismo" beira a impossibilidade.
E - não - não o ecletismo dentro do Rock. É aceitável curtir Hardcore e Prog ao mesmo tempo. Ambos possuem o mesmo DNA. Já aquela toada de que "ah, eu gosto de tudo, Rock, funk, pop, chorinho..." coloca você diretamente no título deste post. Você não é do Rock se está ao lado de uma pessoa que não gosta de Rock - ou pior - gosta INCLUSIVE de Rock, entre músicas de maior ou menor potencial enojante.
O Rock não é música. É lifestyle. 
Se tá difícil entender, assista o documentário do Lemmy.
Você não corta seu cabelo ao "estilo Rock", não faz tattoos "ao estilo Rock", e não compra roupitchas "ao estilo Rock". Porque o Rock é - em si - uma total ausência de estilo. E é justamente aí que mora a alma rockeira. A camiseta preta não foi comprada naquela loja famosa e nem aparece no editorial de moda. Ela foi achada numa birosca de esquina, ou herdada de alguém, ou até feita à mão, em casa. Modelos lindas nas fotos com seus lookinhos "jeans rasgado, camiseta de banda, acessórios de spikes" são a antítese do que é SER do Rock'n'Roll.
Houve um tempo em que o simples fato de ouvir Rock era ato marginal. Daí o orgulho de se vestir diferente, comportar-se diferente, envelhecer em um tempo completamente surreal diante dos "outros". O Rock só tocava nas rádios especializadas, nos programas especializados, só figurava em revistas especializadas - geralmente as mais pobres e mais mal feitas, os fanzines. Ostentar uma camiseta do AC/DC, do Motörhead, do Led... era quase que um uniforme da Resistência. Um sonoro NÃO ao conformismo, ao modismo, ao rebanho de seguidores que rezam pela cartilha do que "está in"...
Hoje em qualquer lugar se vê cretinos usando camisetas de 200 reais, geralmente logos de bandas "repaginados"(bleargh) por "grandes estilistas". Invariavelmente acompanhadas por jeans caríssimos, acessórios de marca. E por pessoas que no dia seguinte estarão usando camisa polo rosa com aquele jacarezinho ridículo, ou camiseta do "framengo", do "curíntia", ou um vestidinho caro daquela loja que explora trabalho escravo...
Essas são aquelas pobres pessoas que consomem. Consomem muito. Talvez para tentar tapar aqueles buracos na alma, talvez para ganhar milhões de "curtidas no face" daqueles amigos mooooito sinceros que morrem de medo de você não "curtir" as fotinhos ridículas que eles próprios postam. Talvez até seja o simples desejo de pertencer a um grupo, uma gangue, um segmento diferente... whatever.
O fato é que o Rock não é artigo de consumo. 
SIM, você PODE comprar tudo. E existem os babacas que vendem de tudo. Você pode até achar que "é do Rock"........ mas aí o tempo vai passar, você vai voltar àquela roupinha enquadrada. Vai ouvir o sonzinho fácil e intragável das rádios. Vai voltar a ser o que sempre foi.
...só se for no seu CU ! Fucking poser!!!

Você pode ter dinheiro para comprar uma Fender Stratocaster só para pendurar na sua parede. Isso não fará de você nem uma ameaça de Rocker.
Se ainda não entendeu nada, ligue sua TV e sintonize na MTV brasileira. É autoexplicativo. Menininhos e menininhas vestindo roupinhas de marquinhas famosinhas, com suas tattoos coloridinhas e gírias escrotas. Um milhão de amiguinhos e seguidores nas redes sociais, dezenas de fotinhas nas revistas de "gente famosa".
Isso não é Rock'n'Roll.
Rock'n'Roll é um jovem de mais de 60 anos usando a roupa que lhe agrada, ouvindo e tocando o som que lhe agrada, e - não por coincidência - criando há décadas os parâmetros para alguém que É do Rock (quem seria esse menino... alguém arrisca?)

Já você esta tão longe do espírito Rockeiro quanto sua botinha de loja famosa está da unha podre do dedão do pé de Lemmy Kilmister. 

ilustrando o anti-poser, o oposto do roqueirinho de loja de departamentos..... a atitude/postura/visual de Angela...


Get real.






música para reflexão: "For those about to Rock", do AC/DC