sábado, 2 de novembro de 2013

Pra quem se garante... mesmo!

ZEITGEIST é um documentário que provoca uma única reação: espanto.
Seja daqueles de mente aberta, que gostam de saber a VERDADE sobre tudo, experimentam, analisam, não têm medo de utilizar o cérebro...
Ou daqueles de mentalidade tacanha - que, por preguiça de raciocinar, ou medo de "consequências", preferem se apegar a "crenças" (entenda - algo que não pode ser comprovado) do que questionar.
ACREDITAR é uma questão pessoal. 
Mas acreditar cegamente beira a insanidade. No que quer que seja.
"Fé" não é argumento válido. "Porque sim" e "porque não" são respostas que se dá a crianças de no máximo 2 anos de idade. Um ser humano que possui algo no espaço que separa as orelhas PRECISA questionar absolutamente TUDO. Sem medo de "castigo", "punição", ou da reação dos seus pares.
Nosso mundo cultua seres invisíveis, jamais comprovados, protagonistas de historinhas tão absurdas que não seriam utilizadas nem em contos dos irmãos Grimm. Mas quando alguém levanta a voz para questionar o que "a massa" aceita cegamente, revivemos o período grotesco da Inquisição. Que, aliás, foi promovida por aquela instituição que também gosta de cultuar amigos imaginários - e te ameaça se você não fizer o mesmo... e cobra caro por isso.

ZEITGEIST está integralmente disponível no Youtube (link abaixo). Com legendas em português. É o primeiro de uma série de documentários, mas com certeza o principal deles.

Assista, nem que seja para meter o pau e voltar para sua cômoda vidinha de crenças absurdas. Pode ser, porém, que uma luzinha vermelha comece a piscar em alguma região do seu pouco usado cérebro... um sinalzinho de alerta para você começar a VER a verdade, enquanto é tempo. Sobre todas as coisas, mas sobre você mesmo.

Isto é... se você se garante.




música para reflexão: "Lies", do Korn.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Slipknot - "Duality" LEGENDADO para você!


Um dos exemplos que fazem do SLIPKNOT uma banda cultuada por Metalheads de todas as idades. A fúria, a desilusão, a violência que habita a cabeça de todos, em maior ou menor grau - liberadas no máximo volume por Corey Taylor e sua (literalmente) gang. 
Assista, acompanhe a letra, bata sua cabeça até ela cair do pescoço...

Porque não há outro jeito de headbanguear.........



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Bukowski... ou... o detetor de hipocrisia.

Charles Bukowski é um desses casos em que fica muito difícil separar vida e obra. Ou talvez seja até fácil, se não tentarmos separar uma coisa da outra. Tudo o que a sociedade estabelecida abomina tem protagonismo na obra dele - seus personagens são desajustados, marginalizados, viciados, e sempre contestadores do establishment.
Exatamente como ele próprio. Nascido na Alemanha em 1920, mas criado desde criança nos EUA, Charles teve daquelas infâncias problemáticas. Era filho de um soldado americano estacionado na Alemanha, violento, descontrolado e sem o menor talento para o trabalho de pai. Espancamentos frequentes eram seu elo mais forte com a figura paterna.
O mesmo na escola, onde o desajustado Charlie não conseguia fazer amigos. Sua inteligência já o fazia olhar o mundo com outros olhos, era um questionador. Pra piorar, ao chegar a adolescência, desenvolveu uma estranha doença inflamatória que lhe deformou parte do rosto. Namoradas? nops! Bullying? muito!
Lia Dostoievski e Hemingway. Não aguentou mais a escola e a abandonou, tendo submergido na leitura e no seu recém-descoberto amor: o álcool. Desde os 15 anos começou a escrever poesias, mas passou por vários trabalhos braçais - de motorista de caminhão a carteiro. Estudou jornalismo, mas nunca se formou.
Com seus primeiros contos publicados, encontrou-se na vida errante e nos excessos. Na década de 60 publicou trabalhos como "Mulheres" e "Cartas na Rua", e chamou a atenção da mídia. Suas obras casaram bem com a mentalidade da época, que começava a impregnar as cabeças de idéias anarquistas, antibelicistas e libertárias. Bukowski era um anti-tudo, mas que conseguia fazer (muito) sentido - em um mundo de guerra, religião, corrupção, desgoverno e hipocrisia, seu cinismo e sinceridade pareciam ser a coisa mais lúcida para alguns.
Casou-se com uma editora, separou-se logo depois. Então surgiu seu principal personagem, ou alterego, se preferirem. Henry Chinaski, um típico low life que compensava sua marginalização na sociedade envolvendo-se com mulheres e vícios, enquanto se debatia entre empreguinhos medíocres e a pura vagabundagem.
Bukowski tem a mesma proporção de admiradores e odiadores. Algo típico de sua personalidade e obra. Os que o admiram vêem nele a verbalização de muitos de seus próprios sentimentos de inconformismo, angústia, revolta, e principalmente insatisfação com o que o  mundo vende como "bom". Os que o odeiam sentem-se "ofendidos" por suas verdades, sua amoralidade, agnosticismo, e um cinismo que sempre questiona dogmas e padrões estabelecidos (pode colocar os religiosos no topo dessa lista...)
Camelando em um emprego insosso até quase 50 anos de vida, começou a ganhar projeção quando, erroneamente rotulado como beat, passou a fazer apresentações de seus textos a estudantes e fãs de leitura, sempre de uma forma irônica, largada e cheia de deboche. Afinal, ele lia como quem narra a própria vida, e com a mesma repulsa e nojo de seus personagens. Somente nos anos 80 o reconhecimento pareceu chegar, e ele passou o resto de sua vida (longa, considerando os abusos...) como uma espécie de celebridade às avessas. Teve livros transformados em filmes, embora declarasse não gostar de cinema. Escreveu contos, crônicas, e aquele tipo de poesia que destoa de tudo o que geralmente se classifique nesse termo.
Se você já conhece um pouco de sua obra, sabe do que estou falando. Caso queira ser apresentado ao tortuoso e antagônico universo de Bukowski, eu recomendaria o romance "Factotum". Leia e descubra o motivo.
Seu hedonismo e crítica estão presentes em cada página de cada obra. Coisas do tipo:
"For those who believe in God, most of the big questions are answered. But for those of us who can’t readily accept the God formula, the big answers don’t remain stone-written. We adjust to new conditions and discoveries. We are pliable. Love need not be a command nor faith a dictum. I am my own god. We are here to unlearn the teachings of the church, state, and our educational system. We are here to drink beer. We are here to kill war. We are here to laugh at the odds and live our lives so well that Death will tremble to take us."
Quando finalmente foi derrotado pela leucemia, já aos 74 anos, foi enterrado em Los Angeles, criando definitivamente um personagem mitificado na literatura contemporânea. Como última prova de sua mordacidade e desdém, mandou que escrevessem em sua sepultura: "DON'T TRY".




música para reflexão: "Bukowski", do Modest Mouse

domingo, 6 de outubro de 2013

Dúvidas para escolher um rabisco... ou um tatuador ?

Ninguém sabe ao certo se o cara faz de propósito.
Sim, porque é preciso MUITO treino e habilidade para fazer o que já é aclamado como "o pior conjunto da obra de um tatuador de todos os tempos."
Ele jura que é um "artista alternativo da tinta na pele", e o desgraçado tem site, com "portfólio" e até "agendamento de trabalhos", porque deve ter bilhões de pessoas querendo carregar para o resto da vida a "arte" desse infeliz na própria pele.
Abaixo tem uma pequena amostrinha do "brilhantismo" do SYNYSTER INK TATTOO.

Mas eu imploro: vá até a página do cretino e veja mais! É só clicar AQUI.

(e você que achava tattoo de cadeia mal feita, hein ?!?)

pelo menos é mais emprego para quem faz cobertura de tattoo e remoção a laser...

se um portador de Parkinson tivesse feito isso enquanto corria uma maratona, tinha saído mais firme...

aqui ele deve ter tentado acompanhar as dobras, estrias e perebas da vítima?









música para reflexão: "Stupid People (make me angry)", do Zero Cipher

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mas muita...




música para reflexão: "We are here to fuck your ears", do Karisma (álbum Sweet Revenge, 1983)