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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Péssimos conselhos...

Apologia ao crime;
Selvageria;
Brutalidade;
Desumanidade;
Misoginia;
Absoluta ausência de amor ao próximo.

Tente não se enojar, ou aterrorizar, com esses textos (se você tem estômago fraco, saia daqui...):


Ponde cada um de vós a espada a seu lado. Percorrei o acampamento e voltai, de portão a portão, e matai cada um o seu irmão, e cada um o seu próximo, e cada um o seu conhecido próximo

"...ao encontrarem outro povo, façam proposta de paz. Se aceitarem a paz, deverão ser escravizados para fazer trabalho forçado. Se recusarem a proposta de paz, Jeová os entregará nas mãos dos hebreus, que deverão matar todos os homens com o fio da espada. Em seguida, deverão saquear todos os despojos, inclusive as mulheres, as criancinhas e os animais domésticos."

  “todo aquele que não procurar por Jeová, o Deus de Israel, seja jovem ou velho, homem ou mulher, deverá ser morto."

 “Caso um homem seja encontrado deitado com uma mulher que não tenha dono (?), ambos têm que morrer juntos…” (...) “…tendes que levá-los para fora do portão daquela cidade e tendes de matá-los a pedradas, e eles têm que morrer.

  "E quanto àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui, e matai-os diante de mim."

"...o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe. Deveras, os inimigos do homem serão pessoas de sua própria família. Quem tiver maior afeição pelo pai ou pela mãe maior que por mim, não é digno de mim; e quem tiver maior afeição pelo filho ou pela filha que por mim não é digno de mim.


" Eu não permito que uma mulher ensine, ou tenha autoridade sobre um homem. Ela deve permanecer calada."

"Os escravos devem submeter-se aos seus senhores com toda reverência, não apenas aos que são bons, mas também aos que são perversos."



(((Fonte: http://www.bibliaon.com )))




Sim, eu sei que são afirmações hediondas e grotescas. Justamente por isso, acho que seres humanos civilizados, sociáveis e pensantes não deveriam levar a sério. Mas nem todos que vivem neste planeta se encaixam nessa descrição. E, afinal, PENSAR dá muito trabalho (e pouco dinheiro). Seguir é mais fácil. Enganar é mais lucrativo.










música para reflexão: "Bad Religion", do Godsmack 


domingo, 31 de julho de 2011

A quem pertence a sua vida?

O que é a morte? Existe algo depois dela?
O suicídio é justificável? Somos donos de nossas próprias existências, a ponto de encerrá-las quando quisermos?
Quem julga isso? Deus? Há um Deus? Ele existe e nos instrui... ou é o nosso medo e desespero que criam em nossas mentes a "esperança" de uma vida melhor após esta, de um ser bom e misericordioso que - se nos comportarmos conforme suas regras - vai nos proporcionar uma eternidade feliz em algum paraíso?

Questões como essas são a tônica da peça "THE SUNSET LIMITED", escrita pelo americano Cormac Mc Carthy e encenada pela primeira vez no ano de 2006. No mesmo ano virou livro e, felizmente, o autor colocou como subtítulo "A Novel in Dramatic Form". Digo "felizmente", porque foi esse subtítulo que me levou a comprar o livro, já que o título não me atraiu, e eu não havia visto a sinopse antes.
O livro já seria altamente recomendável, mesmo com uma levada que nem sempre é fácil. Muitas idas e vindas das argumentações levam você a voltar algumas páginas para relembrar certas idéias colocadas.
Mas aqui aconteceu um daqueles casos raríssimos - o livro virou filme, e o filme é brilhante!
Primeiro pela escolha dos personagens, dois monstros do cinema (e dos meus preferidos): Samuel L. Jackson, e Tommy Lee Jones - que também dirige a película.
O filme tem o mesmo título, e a trama é absolutamente fiel. Todo o enredo se passa no apartamento em que vive um dos personagens, emblematicamente chamado de Black (Jackson). Ex-presidiário, convertido em evangélico e pregador para bandidos e drogados, ele salva o professor White (Jones) de uma tentativa de suicídio, e o leva ao seu decadente apartamento, onde quer dissuadi-lo da idéia, além de tentar convencê-lo a abraçar a fé, a Bíblia, a igreja, o pacote todo. Black tranca a porta e recusa-se a deixá-lo ir enquanto não mudar de idéia sobre o suicídio.
White é um ateu convicto. Pragmático, realista e amargo, tem a seu favor uma cultura superior, e rebate os argumentos fervorosos de Black com ironia, cinismo e uma dialética quase inatacável.
É um filme incrível para quem tem a mente aberta, não teme ver suas próprias certezas abaladas, e principalmente se dá o luxo de questionar. Black não é um pregador habitual. Disfarça bem seu fanatismo, ri quando White blasfema, e admite não crer em tudo o tempo todo. Às vezes parece até mudar de lado para tentar ludibriar o ateu. Já White começa com uma postura agressiva - quer sair dali e terminar o que começou. Mas, aos poucos, vai entrando no jogo do pastor e começa a debater, às vezes até parecendo ser solidário, mas nunca cedendo terreno. A grande sacada de McCarthy está clara: nada é totalmente preto ou branco. Nenhuma verdade sobre qualquer coisa é absoluta...
Quem vai vencer a peleja?
Não faz diferença. O filme é uma aula de filosofia prática. Verdades que herdamos dos nossos semi-selvagens antepassados, verdades criadas por nós mesmos, verdades universais inquestionáveis... todas elas sucumbem a uma única inevitabilidade: a morte. Se ela pertence a Deus ou a nós mesmos (como a própria vida), esse é um debate secundário.
Você vai achar surpreendente como um filme que se passa inteiro em um cenário de poucos metros quadrados, onde só duas personagens estão em cena, sem trilha sonora nenhuma, pode prender sua atenção e mexer com suas emoções, até o memorável desfecho.
Como eu sempre digo: não acredite em mim. Vá lá e assista. Você certamente vai sair no lucro.



música para reflexão: "Beyond the Realms of Death", do Judas Priest.

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